Rádio Os Garotos de Liverpool

sábado, 19 de abril de 2014

Paul McCartney retoma a "Out There" com show no Uruguai


Depois de dois anos longe do país, Paul McCartney está de volta ao Uruguai. Com a turnê "Out There", Paul McCartney vem pela segunda vez a América do Sul, agora para divulgar o álbum "NEW", lançado em 2013, durante a primeira passagem pela América do Sul, Paul McCartney passou somente pelo Brasil, onde iniciou a "Out There".



Não é tradicional os seus shows terem algum grupo de abertura, o normal é seu DJ executar um setlist mixado de suas músicas, mas hoje foi diferente a cantora uruguaia Luciana Mocchi se apresentou antes do show mais esperado da noite. Em 2012, Martin Buscaglia, outro cantor uruguaio também abriu show de Paul McCartney no Uruguai.



Antes do show Paul McCartney fez o soundcheck, para o público presente que comprou o pacote "hotsound". Paul McCartney tocou New, Queenie Eye, On My Way To Work, Appreciate e SILLY LOVE SONGS. O setlist completo foi esse:



  1. Honey Don't 
  2. Matchbox 
  3. One After 909 
  4. Being for the benefit of Mr. Kite 
  5. Don't Let The Sun Catch You Crying 
  6. My Valentine 
  7. New 
  8. Queenie Eye 
  9. On My Way To Work
  10. Alligator
  11. San Francisco Bay Blues
  12. Appreciate
  13. Live and Let Die 
  14. The Back Seat Of My Car


Às 20h50 do horário de Brasília, "¡Hola Montevideo! ¡Bienvenidos Uruguayos!" Paul McCartney Assim começou o segundo capítulo de seu romance com o público de Montevidéu, que esperou muitos anos, talvez demasiados, justificando o grande número de visitantes para os seus dois concertos. Com Eight Days A Week, Paul deixou  um rastro de aplausos e vivas, o mesmo certamente já ouviu isso antes de deixar o Sofitel , no início da manhã.



McCartney, carisma puro e sem dúvida mais solto e menos sigilo e histeria ao redor, deixou um grande concerto recheados de sucessos, que veio depois da grande estréia nos palcos no cantor local Luciana Mocchi , e um conjunto de remixes músicas que fizeram as pessoas consomem uma boa música tempo de Liverpool antes mesmo de aparecer no palco construído para a "Out There". My Valentine foi novamente sua canção dedicada a Nancy, sua atual esposa e que chegou em Montevidéu , sorrindo, ao meio-dia de ontem. O show continuou com 1985 e The Long And Winding Road, uma verdadeira peça de história da música pop que ecoou por todo o Centenário. Depois disso, tocou Maybe I'm Amazed, lembrando Linda , o amor mais lembrado. 

Com o passar do tempo, Paul McCartney também cantou "One After 909", sucesso dos  Beatles cantando por John Lennon no álbum "Let It Be". A música não era tocada desde 2010, e foi a primeira vez na América do Sul.



Mais cedo, o Beatle chegou ao Sofitel e até mesmo permitido nesse estado de felicidade constante na vida, cumprimentou seus fã , finalmente. Macca: "ficamos na suíte do Sofitel Montevideo , identificado pelos funcionários como o melhor dele, e com todas as comodidades semelhantes aos da suíte Paris, que ocupou uma vez Diego Forlan, quando se casou com Cardoso.Um dos requisitos de  Sir Paul estava na varanda de seu quarto, tinha várias plantas e flores e está sempre interessado em ter a natureza ao seu redor. O setlist completo foi:


  1. Eight Days a Week 
  2. Save Us 
  3. All My Loving 
  4. Listen to What the Man Said 
  5. Let Me Roll It/Foxy Lady 
  6. Paperback Writer 
  7. My Valentine 
  8. Nineteen Hundred and Eighty-Five 
  9. The Long And Winding Road 
  10. Maybe, I'm Amazed 
  11. I've Just Seen a Face 
  12. We Can Work It Out 
  13. Another Day 
  14. And I Love Her 
  15. Blackbird 
  16. Here Today 
  17. New 
  18. Queenie Eye 
  19. Lady Madonna 
  20. All Together Now 
  21. Lovely Rita 
  22. Everybody Out There 
  23. Eleanor Rigby 
  24. One After 909 ( Primeira vez ao vivo desde 2010, primeira vez na América do Sul)
  25. Something 
  26. Ob-La-Di, Ob-La-Da 
  27. Band on the run
  28. Back in the USSR
  29. Let it be
  30. Live and let die
  31. Hey Jude
  32. Day Tripper
  33. Hi Hi Hi  
  34. Get back
  35. Yesterday
  36. Helter Skelter
  37. Golden Slumbers/Carry That Weight/ The End

O próximo show será dia 21, no Chile

Fonte: El Observador

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Terremoto no AC/DC é um tremendo choque de realidade para todos nós

Por Marcelo Moreira
Bill Wyman não se importou em comunicar os fãs dos Rolling Stones quando saiu da banda, no final de 1991. Integrante mais velho do quinteto, avisou com antecedência, na turnê europeia daquele ano, que não seguiria mais com o grupo. Aos 56 anos de idade, não conseguia mais olhar na cara dos amigos depois de então 30 anos de carreira ininterrupta. E o pânico de voar em aviões só piorava a convivência. Ninguém entendeu na época, nem os companheiros, que demoraram quase seis meses para fazer o anúncio oficial, na esperança que ele reconsiderasse a decisão – o clipe da música “Highwire'', lançado no final de 1991, já não trazia o baixista.
O recado de Wyman a todos foi explícito, mas poucos se deram ao trabalho de perceber: se B.B. King e John Lee Hooker ficaram nos palcos até os 80 anos de idade, foi porque era “highlanders'', imortais e indestrutíveis. Mas no blues, e não no rock. Os Rolling Stones ainda estão aí, com 50 anos de carreira, e Wyman, com 78 anos de idade, é quase bisavô e um bem-sucedido dono de restaurante em Londres, tocando rockabilly uma vez por ano com sua banda de amigos
A eternidade do rock passa pela admiração e veneração pelos grandes ídolos do classic rock. Não é por outro motivo que causou comoção no começo do ano a declaração de Eric Clapton dizendo que nunca mais tocará no Japão, um prenúncio de sua aposentadoria, ao menos dos palcos. Pudera, ele completou 69 anos de idade (há anos tem declarado que se aposentará dos palcos com 70), sendo que 52 deles nos palcos do mundo. Muita gente ficou horrorizada, mas o guitarrista inglês não economizou nas palavras: Quando ficar de pé se torna um suplício após 40 minutos, é sinal de que é hora de tomar alguma providência. Aos 25 anos as providências têm menos impacto do que aos 65″, disse em uma nota publicada em seu site pessoal. Grande parte do show ele faz sentado, por causa do cansaço, problemas na coluna e outros fatores. Surdo de um ouvido, o seu maior clássico "Layla"de uns anos pra cá é tocado numa versão mais "light".
Bill Wyman com o baixo que leva a sua assinatura (WALL OF FAME.DE/DIVULGAÇÃO)
Bill Wyman com o baixo que leva a sua assinatura
Os amantes do rock clássico, que aprenderam a amar o rock por conta dos grandes hits e das biografias muito bem escritas de heróis da música, estão dificuldade para encarar o inevitável: o rock como nós gostávamos e conhecemos está acabando devido à velhice. O costume era ver os heróis se tornando lendas e mitos por conta de mortes simbólicas. Acostumamo-nos a ver Elvis Presley e Keith Moon morrerem cedo por overdose de remédios; Janis Joplin, Jim Morrisone Jimi Hendrix mais cedo ainda, em decorrência dos excessos de bebidas e drogas; Kurt Cobain, novo, por suicídio; Buddy Holly e Eddie Cochrane, vítimas de acidentes; e John Lennon, assassinado.
A morte de Ronnie James Dio, em 2010, foi traumática, já que era um grande ídolo, mas foram poucos os que atentaram para o fato de que ele tinha 67 anos declarados (há quem diga que ele na verdade morreu com mais de 70 anos, pois escondia a idade). Dio lutou contra um câncer de estômago, sempre teve saúde frágil, mas é fato que a idade pesou também, em especial para um profissional que tinha uma agenda pesada de shows e compromissos, exaustiva até mesmo para bandas de sucesso, mas iniciantes.
O classic rock está morrendo aos poucos, seguindo o curso normal, e estamos propensos a não aceitar isso. Ficamos muito mal acostumados a assistir o Iron Maiden vir ano sim ano ano não ao Brasil, em turnês que rodam o mundo, mas até quando? Quem já parou para pensar que Steve Harris tem quase 60 anos, e o baterista Nicko McBrain tem 61?
Nem todos os nossos ídolos roqueiros são verdadeiros atletas em todos os sentidos, como Mick Jagger, que completa 71 anos de idade pulando nos palcos em breve; ou mesmo um highlander, como Keith Richards, imune até mesmo a uma fratura de crânio ao cair de cabeça no chão de uma altura de quatro metros. Ou até mesmo Paul McCartney, aos 71 anos pronto para encarar três horas de show no baixo e no piano, obviamente queremos que seu vigor e energia dos palcos dure ainda bastante.
Richards tem 71 anos, está detonando na aparência, mas debocha da decadência física. Pete Townshend, 69, guitarrista do Who, está surdo há 30 anos e há dez sofre com dores fortes nas costas, que o levaram finalmente a dizer que sua banda para definitivamente em 2015. Seu companheiro, o vocalista Roger Daltrey, 70, bisavô, como Jagger, apoia a decisão de sair dos palcos.
É prazeroso e confortável saber que seu ídolo está em plena turnê mundial e que vai passar na sua cidade em breve, divulgando o seu zilionésimo CD. Ele sempre fez parte de nossa vida, nos acostumamos a vê-lo nos jornais toda semana, a comprar seus DVDs e a debater com ele em chats na internet. São inquebráveis e indestrutíveis, até que alguém como Malcolm Young, do AC/DC, sucumbe.
O baixinho Malcolm sempre esteve ali, do lado esquerdo do palco (direito do vocalista Brian Johnson), como um guardião do AC/DC, com as bases precisas, garantindo para que tudo desse certo, paradão e fazendo os backing vocals certeiros. Nunca imaginamos que o baixinho fumante e outrora bebedor contumaz, ranzinza mas generoso, pudesse um dia acordar com a bateria arriada, seja por conta de um suposto AVC, ou por causa de uma suposta doença degenerativa.
A saída de cena de Malcolm Young, 61, chocou o mundo do rock, em especial do rock pesado. Quase acabou com o AC/DC, o que provocou um baque quase tão grande quanto a morte de Dio (esta, ao menos, não foi tão angustiante, já que as notícias de sua piora foram dadas com regularidade). A doença do chefão do AC/DC pegou todo mundo de surpresa e sinalizou que o sonho está terminando para muita gente.
Malcolm Young (FOTO: ACDC.COM/DIVULGAÇÃO)
Malcolm Young
É bom lembrar que o trio de ferro do Black Sabbath, que ainda está na estrada com parte da formação original, fará 66 anos em 2014. Ian Gillan, Roger Glover e Ian Paice, do Deep Purple, estão á beira dos 70 anos. Até quando a roda vai girar?
Os riscos de manter as expectativas lá em cima são grandes, ao mesmo tempo em que a ficha demora cada vez mais para cair. É muito legal ver o bluesman inglês John Mayall, por exemplo, mostrar vigor e força aos 79 anos de idade, ainda na ativa e detonando nos palcos. Mas e quando os sinais da saúde e da idade ficam claros, mostrando que nada mais é como era antes? O veterano Johnny Winter que o diga: aos 70 anos, comemorou o aniversário em fevereiro passado no palco, tocando bem sua guitarra texana, mas há quatro anos precisa de ajuda para subir ao palco e só toca sentado.
E o que dizer do constrangimento de B.B. King no começo de abril? Aos 88 anos, o guitarrista se apresentava no Peabody Opera House, em St. Louis, nos Estados Unidos, quando ouviu algumas reclamações da plateia, de acordo com relato do jornal St Louis Post.
“Por alguns momentos, a plateia estava com ele, rindo das piadas e tudo. Mas já haviam se passado 45 minutos e King não havia tocado nada que sequer lembrasse alguma música. Nesse ponto, seus solos estavam instáveis. Ele explicou que a banda estava sem tocar há dois meses, o que o fez perder confiança'', diz o texto assinado por Daniel Durchholz.
“Toque alguma música'', gritou alguém da plateia. Entre o repertório, B.B. King chegou a fazer uma versão de “You Are My Sunshine'' que se arrastou por 15 minutos, enquanto alguns integrantes da plateia deixavam o show. Segundo o jornal, ele ainda tocou “The Thrill Is Gone'' para tentar salvar o espetáculo. O guitarrista deixou o palco antes do fim da apresentação.
B.B. King (FOTO: DIVULGAÇÃO)
B.B. King
Ainda que exigíssemos que os artistas tenham o discernimento de saber parar na hora certa ou mesmo cancelar show por conta de algum problema de saúde, é indecente submeter qualquer artista, lenda ou não, gigante do rock ou não, a um constrangimento desnecessário como esse. B.B. King ainda se esforça, por prazer, em nos presentear com o melhor blues que pode ser feito atualmente, e isso é mais do que qualquer um de nós pode exigir, ainda mais em relação a um quase nonagenário. Axl Rose, com seu Guns cover,  entrega menos de 30% do que B.B. King faz com 88 anos no palco, e ninguém parece se importar. Não temos o direito de depreciar o trabalho de King, um homem que acima de tudo respeita o público, enquanto estrelinhas de 20 e poucos anos adoram dar piti, atrasam shows, tocam nada e se retiram em menos de uma hora.
Ontem, em nota oficial divulgada pela internet, B.B. King e seu empresário reconheceram que a noite em questão não foi das melhores e se desculparam pela performance abaixo da média. “Foi a primeira apresentação do Sr. King depois de um período de 4 semanas de folga – e foi precedida de uma viagem de 24 horas/2500 km, de ônibus para chegar em Saint Louis, de sua casa em Las Vegas. Para complicar ainda mais, Sr. King (que tem 88 anos) sofre de diabetes – e ele acidentalmente não tomou uma dose de sua medicação no dia do show. A combinação do cansaço de uma viagem muito longa e a alta taxa de açúcar no sangue devido ao erro na medicação resultou em uma performance que não condiz com o padrão de excelência usual do Sr. King. Resumindo, foi uma noite ruim para uma das lendas vivas do blues da América – o Sr. King se desculpa e humildemente pede a compreensão de seus fãs.'' Elogiável a atitude do músico, e ainda assim são injustificados os protestos da forma como ocorreram.
Hoje fica fácil compreender por que o guitarrista Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado, tinha um aguçado senso de urgência. Cada solo era visceral e cada apresentação, bombástica. Morto aos 56 anos em janeiro passado, ele gostava de dizer que desfrutava ao máximo tudo o que o palco oferecia. Se havia uma terra de sonhos, era o palco e a vida na estrada. E a saída de cena de Malcolm Young, do AC/DC, nos lembra que os sonhos sempre terminam de forma inesperada e abrupta. Infelizmente, no mundo do rock, o sonho está terminando para muita gente.
O rock está longe de completar 100 anos de vida, e ainda temos seus fundadores Chuck Berry, Little Richard, além de nomes como Rolling Stones e Paul McCartney, fazendo suas tours... U2 já tem quase 40 anos de vida, Foo Fighters já se tem 20... Onde estão os grandes nomes da música atual? Será que o "mundo conectado" está descartando de vez em projeção de grandes artistas como os citados na matéria e em troca surgir apenas artistas/bandas de curta duração e um hit só? 
Fonte: Combate Rock (adaptado) e Cassio Delmanto (adaptado)

Disco com estrelas fazendo tributo a Paul McCartney será lançado


Steve Marinucci, Examiner

"The Art Of McCartney ", um álbum de tributo de 32 faixas com covers de músicas de Paul McCartney dos Beatles, Wings e carreira solo pelos gostos de Bob Dylan, Brian Wilson, Roger Daltrey , Jeff Lynne e muito mais, foi anunciado 03 de abril pela Arctic Poppy Records.
A empresa diz que a lista de artistas também inclui Billy Joel, Steve Miller Band, Willie Nelson, Barry Gibb, Jamie Cullum e Corinne Bailey Rae. As músicas a serem abordados incluem "Live and Let Die", "Let It Be", "Yesterday", "All My Loving", "Things We Said Today", "The Long and Winding Road", "Hello Goodbye", "Drive My Car", " Hey Jude", " Let Me roll It", "Listen To What The Man Said" e " Every Night".
A empresa diz que tem recebido os mixes das faixas para o álbum e Paul McCartney disse que "design e planos de marketing estão em pleno andamento". 


Fonte: Examiner

"Não tem sentido eu me aposentar", diz Paul McCartney durante entrevista

O ex-Beatle chega pela terceira vez no Chile, com força total aos 71 anos, para oferecer dois concertos em Santiago. "Enquanto o público continuar a pedir, a música continua tocando", diz ele.
Diego Rammsy S – El Mercurio  (Jornal Chileno)

Faz alguns dias que Paul McCartney está em Los Angeles ensaiando com a banda que o acompanha em suas turnês. Seu próximo destino é a América do Sul, trecho que inclui duas datas em Santiago, nos dias 21 e 22 de abril, na Movistar Arena, e enquanto viaja em um carro pela cidade californiana concede um tempo para conversar sobre seu momento musical, que aos 71 anos o mantém tão ativo como em sua melhor época com os Beatles, só que agora não precisa compartilhar os créditos com ninguém mais.

“As coisas vão estupendamente bem, estamos passando por um bom momento, a banda toca bem, o clima é bom…”, diz o músico com voz relaxada. Que motivos teria o baixista para se preocupar? Tem a melhor banda, o melhor repertório, o melhor som, inclusive o melhor empresário. Scott Rodger, o representante que divide com a banda Arcade Fire, foi eleito como Empresário do Ano pelo Artist & Manager Awards 2014. “É muito bom, um grande cara, eu o ensinei tudo que ele sabe (risos)... não, na realidade é um cara genial, é muito trabalhador, definitivamente merece esse reconhecimento”, diz McCartney com humor.

A esta altura de sua vida e de sua carreira nada parece surpreendê-lo. Quando fala sobre os Beatles soa como um discurso aprendido de memória; em contrapartida, falar sobre ter sido surpreendido em uma partida de basquete da NBA junto com sua esposa Nancy (52) e seu filho James (36), devolve ânimo àquele tom um pouco displicente. “Sim! Essas são coisas que fazemos em família, ir a jogos. Claro, as câmeras me seguem, mas não quero estar no meio do público com óculos escuros e um gorro fazendo de conta que não estou lá, vou me divertir e quando vejo as câmeras me focalizando isso não me importa. Creio que muita gente apenas pensa ‘é um cara legal que se diverte’”, comenta.

Isso porque no domingo passado o ex-beatle foi visto entre o público da partida entre Clippers e Lakers. Mas além de ter sido flagrado pelas câmeras torcendo, aplaudindo e conversando, foi a famosa kiss-cam que o localizou, obrigando-o a beijar sua mulher na frente de todo o público, o que ele atendeu com a doçura de um menino apaixonado.



Pode desfrutar de uma vida normal com essa fama sobre os ombros?
“Sim, ainda que não possa ser tão normal porque o tempo todo há câmeras sobre mim. Uma alternativa é fingir que não estou contente, mas estou contente, então ajo naturalmente e quando nos colocaram na kiss-cam e nos beijamos foi muito divertido. A única diferença para mim é que tudo seria comum se não me colocassem na TV, de outra forma seríamos minha esposa e eu como pessoas normais. Já sei que isso vai acontecer se saio para ver uma partida, então apenas me divirto”.


McCartney no século XXI
Sem dúvida o baixista de uma das bandas mais populares de todos os tempos tem conseguido manter uma força que poucos podem se orgulhar. Desde sua época dourada junto com o quarteto de Liverpool, este marcante compositor de melodias populares começou sua carreira solo há não menos do que 40 anos. Também seu show ao vivo apresenta uma maturidade e uma qualidade reconhecida hoje no mundo inteiro. Não é coincidência que desde sua estreia tardia no Chile em 1993 teve a oportunidade de voltar ao país duas vezes em menos de três anos. Agora inclusive com dois concertos consecutivos em Santiago. “Antes era mais difícil tocar na América do Sul porque as pessoas tinham mais preocupações. Mas hoje em dia os promotores estão mais felizes para trazer gente a países como Chile, porque está muito melhor, então abri um espaço pra ir, porque o público é genial”, explica McCartney, que dessa vez chega com a turnê Out There, recriando seus maiores sucessos. Diferente de sua última visita ao país, em 2011, traz dois novos discos de estúdio na bagagem: “Kisses on the bottom” (2012) e “NEW” (2013).
Outra coisa que McCartney não havia explorado desde pouco tempo era a dos festivais musicais, um aspecto que deu uma cara nova a esse veterano da indústria.

Acredita que suas participações em festivais como Coachella e Bonnaroo o aproximaram de um público mais jovem?
“Sim, no passado nunca pensei em festivais porque não estava seguro que seríamos a banda adequada para tocar neles. Mas como você diz, tocamos no Coachella, Bonnaroo e Glastonbury, e é um grande público basicamente de jovens, mas quando vemos o público do Chile, muitos também são jovens. É surpreendente que tenha gente tão jovem assistindo nossos shows e é bom que as gerações novas estejam lá”.

Acredita que apostar num som mais contemporâneo tem feito diferença para chegar às novas gerações?
“Sim, creio que é sempre bom ter um álbum novo para tocar novas músicas no show e essa foi a ideia. É genial porque tem sido um sucesso e muita gente tem escutado. Os produtores com os quais trabalhei também tem gravado com bandas mais jovens e isso traz sons novos que fazem sucesso, que tocam muito nas rádios; é exatamente o que queríamos”.

Sobre o aniversário de 50 anos da beatlemania, existem novos planos que incluam Ringo Starr?
“Não, já fizemos isso em Los Angeles para o Grammy, tocamos juntos, e na noite seguinte tivemos um discreto tributo na TV, onde tocamos novamente. Fora isso, não temos planos. Cada um está por sua conta”.

Olhando pra trás, o que os Beatles fizeram de mais importante?
“Fazer boa música e liberdade. Creio que para muita gente a que chegamos parecia que não era permitido ter liberdade e então olharam para os Beatles e disseram ‘podemos ter essa liberdade’. Porque éramos um grupo muito livre, isso era muito importante pra nós na música e no nosso estilo de vida. Nos Estados Unidos, quando nos apresentamos no programa de Ed Sullivan pela primeira vez, conheci gente que me disse ‘sim, era criança, estava vendo TV e não sabíamos o que era aquilo, não podíamos acreditar’. E muitos deles decidiram seguir esse caminho e se converteram em músicos ou empresários porque queriam ser parte deste sentimento. Mas acima de tudo estava a música”.

Compararia os Beatles com algum músico de hoje?
“Com nenhum. É difícil compará-los com os grupos que temos atualmente e é muito difícil para qualquer um comparar-se com os Beatles porque foram algo muito especial. Mesmo que hoje tenhamos grandes músicos, como U2, Coldplay e Kings of Leon, não é fácil fazer uma comparação porque nós tivemos bons tempos e bons discos. Na época em que tudo aconteceu tivemos um efeito muito grande, eram tempos muito diferentes e custa ter esse efeito hoje em dia”.

Alguma vez se cansa de seu trabalho?
“Não. Às vezes é normal se sentir cansado do trabalho, fisicamente, mas amo o que faço e tenho muita sorte, nem todos tem a oportunidade de ter um trabalho que apreciem, que te leve a lugares diferentes. Para muita gente seriam as férias dos sonhos. Tenho uma grande banda, amamos a música que tocamos e amamos o público. E tenho muita sorte porque o público nos ama, então temos o pacote completo”.

Então pensar em aposentadoria não está nos seus planos?
“Enquanto se sente bem, enquanto o público continua pedindo, a música segue tocando. Por enquanto temos tudo que precisamos, uma boa banda, uma grande família, boa música, excelente canções, fazemos o que amamos, amo tocar instrumento e isso me é possível, e ainda que me aposentasse continuaria fazendo isso como um hobby. Não faz sentido aposentar-me. E além disso tenho apenas 45 anos! (risos)”.




Seus passos pelo Chile

Em 13 de dezembro de 1993 Paul McCartney aterrizou no Chile pela primeira vez em sua carreira para oferecer um concerto no Estádio Nacional. “The New world tour” era a turnê que o levava a estrear em Santiago em 16 de dezembro, com entradas que custavam entre 8 e 20 mil pesos. Mais tarde sairia uma promoção pouco antes do dia do show com a intenção de vender mais ingressos, que permitia adquirí-los por apenas 5 mil pesos mais três tampas de cerveja Cristal, marca patrocinadora do evento na época.
Foi preciso que 17 anos passassem para que o ex-beatle voltasse ao país. 11 de maio de 2011 foi a data marcada para seu retorno, ocasião na qual promoveu um show lotado no Estádio Nacional con a “Up and coming tour”. Desta vez, somente no primeiro dia foram vendidas 19 mil entradas, pouco menos da metade da lotação. Naquela ocasião o show teve de tudo: pirotecnia, telões de 18 metros e homenagens a seus ex-companheiros beatles falecidos.
Agora, em sua terceira visita, oferecerá dois concertos consecutivos na Movistar Arena, dias 21 e 22 de abril, para os quais restam menos de mil ingressos para cada dia.


Fonte: DG Medios (Produtora do evento)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Paul McCartney concede entrevista ao El Pais

Você disse que não tem planos de se aposentar do palco.Qual é o segredo para ficar em forma e com tanta força e inspiração para continuar a fazer música? 
- Eu amo música , eu amo tocar ao vivo e fazer discos. Quando eu lhe ofereço um show em um lugar como o Uruguai, a coisa mais surpreendente para mim é o povo, os fãs. Eu vejo as pessoas na América Latina tem uma ligação muito forte com a música e isso é muito emocionante para nós . Tocar ao vivo é sempre uma festa, tinha um bom tempo! Muitas vezes as pessoas me perguntam: 'Você não se cansa de shows?'. E a resposta é não, porque me dá muita energia. É uma grande coisa, é algo que eu sempre fiz e é o que eu amo. O público é muito energizante. 
 
Você está preocupado com a passagem do tempo de forma alguma ? 
- Não, porque na realidade não há nada que eu possa fazer contra a passagem dos anos. 
Você tem planos de escrever sua autobiografia ? 
-Não. Já existem muitos livros sobre mim , que eu acho também. Eu não quero adicionar outro para a pilha ! Também requer muito trabalho, você deve ter tempo para sentar e escrever um livro destas características e estou sempre ocupado. Há muita informação sobre mim, mas nem todas são confiáveis ​​ou corretas.
O que significa o NEW em sua carreira ? Como foi o processo de produção? 
- Para mim, é muito importante ter novas músicas para tocar em shows.E este álbum cumpre essa função . Se você também tem sucesso como a sorte tem sido com o NEW, em seguida, as pessoas conhecem as músicas novas e antigas e podem combinar. O novo material é divertido de tocar e eu acho que é bem recebido pelo público.
O que você pensa quando você vê os Rolling Stones ainda  juntos e tocando? Se John e George estivessem vivos , você acha que os Beatles poderiam ter retornado à atividade ? Por que não? 
-Bem, talvez teria sido possível, mas como eles não estão mais vivos é impossível. Se eles estivessem vivos , poderíamos ter trabalhado juntos novamente, mas dizendo que é como tocar pensando 'o que aconteceria se tal coisa ...", e eu não gosto disso. É como perguntar o que aconteceria se eu deixar cair uma TV em sua cabeça? 'Você sabe o que quero dizer? As pessoas me perguntam isso muitas vezez, mas acho que é um pouco de fantasia. É como se eu perguntar 'o que teria acontecido se o seu avô tivesse sido uma estrela de um programa de televisão? 'Ou seu avô foi uma estrela, ou não, e pronto'.

Para alguém que é considerado um mito, uma lenda, como fazer para não enlouquecer e para manter seus pés sobre a terra?
Me agarro a minha família. Tenho uma família maravilhosa, tenho sorte. Uma esposa maravilhosa, filhos lindos e também netos e muitos deles estão comigo neste momento. Três de meus filhos me acompanham agora rumo ao ensaio para a nova turnê e também quatro de meus netos, minha esposa e um genro. Isso é sumamente importante. Minha família me dá equilíbrio, é algo real, é algo normal. E também é muito divertido poder fazer um show de rock and roll gigante, porque é como uma fantasia, como um mundo grande e especial. E quando acaba o show tenho ao meu lado as pessoas que eu mais amo no mundo, pessoas normais que estão me esperando e me acompanhando em casa. Isso me mantém com os pés na terra. Sempre tive uma família fantástica desde criança em Liverpool. Aprendi que não se pode enlouquecer ou agigantar-se por ser famoso. Este é o equilíbrio que mantenho graças aos que me cercam hoje.

O que você sente mais falta de Lennon? Sente que ficou algo pendente entre vocês? Alguma palavra não dita, uma canção sem gravar?
Não creio que tenha ficado algo sem dizer, sem falar. Falamos muitas coisas, fomos muito amigos, assim como com George. Sinto muita falta de John, claro, porque éramos grandes amigos. Era um cara muito “cool”, muito engraçado, era como um irmão, muito pronto, um bom escritor de canções. E quando trabalhávamos juntos sempre o resultado era bom. Sinto falta dessa companhia e dessas experiências conjuntas, da mesma maneira que quando morre um pai ou um irmão ou alguém da família sentimos a falta da pessoa, a John sinto como um amigo. Creio que dissemos tudo que queríamos um ao outro, não me arrependo de nada, nós dois sabíamos que amávamos muito um ao outro.


Como era trabalhar com ele e como se complementavam?
Quando começamos éramos dois jovens querendo aprender a tocar música e compor canções. Foi um momento incrível de nossas vidas à medida que aprendemos e melhoramos nossa arte nos convertemos em dois bons compositores. Se John necessitava de ajuda com algo que ele estava compondo muitas vezes eu podia dar alguma resposta, da mesma forma que John me dava respostas. Foi uma colaboração perfeita porque nos entendíamos bem e crescemos juntos. Muitas de nossas co-autorias foram feitas de maneira muito rápida porque já havíamos alcançado um bom nível. John sozinho era um grande cantor e compositor e eu também tenho facilidade para cantar e compor, mas quando trabalhamos juntos o resultado era especial.

 
Do que mais gostou de ter sido um beatle? Se arrepende de algo?
Não me arrependo de nada. Tenho muitíssimas lembranças lindas. Talvez pudesse dizer que não gostava de quando discutíamos, mas isso ocorre com qualquer família. A gente discute às vezes e não podemos enlouquecer nem nos arrependermos dessas coisas, temos que entender que a vida é assim, que às vezes discutimos com nossos irmãos mas continuamos amando-os muito. Passamos bons tempos juntos, estou muito orgulhoso de tudo que criamos. E quando estiver no Uruguai vou tocar muitas canções dos Beatles, outras que compus com Wings, outra banda muito legal. Gosto de poder escolher canções de épocas diferentes e tocá-las em um show porque o incrível é que todas tem coerência, tem sentido juntas. As pessoas sempre dizem que é fantástico ouvir temas de diferentes etapas da minha carreira e se dar conta que todos estão relacionados. É o que mais me entusiasma do show que farei no Uruguai.


Depois de experimentar com Kisses On The Bottom e o álbum NEW, O que vem a seguir? O que você pretende experimentar no futuro?
-Eu estou sempre trabalhando em coisas novas, estou sempre escrevendo. Agora estou fazendo um filme de animação para crianças baseada em um livro infantil que escrevi há alguns anos atrás. Eu música personalizada para este filme e eu também estou envolvido na produção. Mas vai levar alguns anos ainda.
Diz que Yoko Ono não provocou a separação dos Beatles. Mas como é sua relação com ela?
É uma boa relação. Nos vemos bastante em eventos, por exemplo faz pouco tempo em um tributo pelos cinquenta anos dos Beatles, na noite anterior ao Grammy. Estamos bem, ela e eu somos amigos.
Qual é o seu álbum favorito dos Beatles e por quê? 
-Essa pergunta é muito difícil para mim, porque os discos são como seus filhos: não quer ter um único favorito. Eu não poderia dizer qual é a minha música favorita, porque eu poderia listar.
É verdade que freqüenta shows de estrelas jovens para se manter atualizado? 
-Sim, é verdade. Eu vou a muitos shows, porque, na verdade, eu realmente gosto das performances ao vivo. Para minha esposa Nancy também gosta de ir, é sempre uma boa noite. Vemos muitos artistas recentemente assisti Jaz-Z, também vi Kanye West, Justin Timberlake e alguns artistas de hip hop. É quase tão divertido quanto ir ver a um show de Paul McCartney! (risos).

É admirador de Luís Suarez (a quem mencionou em sua atuação no Estádio Centenário em 2012)?
Sim, é maravilhoso! Tem sido muito bom para o Liverpool, é um grande jogador e é uma pessoa muito querida na minha cidade natal.


Como tem modificado sua maneira de compor ao longo dos anos?
Meu processo se mantém igual hoje quando comparado àquele que comecei quando jovem. Me sento com um violão ou com o piano e simplesmente faço! Mas o interessante é ver como o processo de composição com outras pessoas provoca mudanças. Por exemplo, se estou trabalhando com um produtor novo, talvez ele me peça que invente algo em um momento do estúdio, um ritmo. Por exemplo: “tente isso, tente aquilo”. Em NEW algumas canções surgiram com esse procedimento, como por partes, com alguns dos produtores, porque eles estão acostumados a criar dessa maneira e às vezes me adapto ao estilo. Faço isso porque me parece excitante provar coisas novas, dá certo frescor ao resultado final.


  
Paul McCartney começa a sua turnê 2014 nesse sábado dia 19 de Abril no Uruguai...

Fonte: El Pais e Diário dos Beatles

terça-feira, 15 de abril de 2014

Na premiere, "A Hard Day's Night" restaurado parece ser fantástico



A mais recente restauração do primeiro filme dos Beatles , "A Hard Day's Night" estreou 12 de abril no TCM Classic Film Festival em Los Angeles e Matt Hurwitz , que participou da triagem , disse Beatles Examiner que a nova versão é uma grande melhoria.O filme apresenta uma nova restauração 4K de filme digital, aprovado pelo diretor Richard Lester . 
"A imagem parecia fantástica.É a sua proporção de tela original 1.75:1, comum na Inglaterra na época, de modo que você está vendo o quadro inteiro , sem cortes" , disse Hurwitz . " A restauração parece incrível - realmente grande escala de cinza, como um filme em preto e-branco bem fotografada e nada muito contrastado . Eles fizeram um ótimo trabalho com isso. " 
O filme foi exibido também com uma nova trilha sonora surround 5.1 supervisionado por Giles Martin, produtor dos Beatles , filho de Sir George Martin. "A nova trilha sonora estéreo de Giles Martin ficou muito boa , as músicas principalmente . É cuidadosamente feita para ser um mix estéreo de 1964 , não um 2014 ", disse ele. " A música é realmente rica - muito potente -mas não em todo o som estéreo do teatro , que é a maneira que deve ser. Há apenas uma propagação de som um pouco perceptível. "
Um representante da Criterion Collection disse a Hurwitz que eles estão esperando para ter um lançamento teatral do filme recém-restaurado esperado para a época de seu 50 º aniversário de seu lançamento no Reino Unido, que teve lugar em 06 de julho de 1964 diante de uma platéia em Liverpool , que incluiu a Princesa Margaret e do conde de Snowdon. O filme foi lançado nos Estados Unidos no mês seguinte , em 11 de agosto. 
O filme recém-restaurado sairá em um Blu -ray com 3 discos e DVD com um único disco em 24 de junho nos EUA.Tanto o DVD e Blu -ray contará com uma trilha sonora mono e uma nova trilha sonora surround 5.1 de Martin. Também será incluída "In Their Own Voices", um novo por trás das cenas de documentário com Beatles; uma entrevista com Mark Lewisohn , autor de " All These Years ,Volume 1: Tune In "; e " You Can’t Do That: The Making of “A Hard Day’s Night" , o documentário já lançado em MPI VHS e versões em DVD em 1994. 
A versão Blu -ray terá algumas características especiais exclusivas , como bem.Estes irão incluir um mono descompactado,estéreo descompactado e DTS- HD Master Audio ; uma nova entrevista em áudio com o diretor Lester ; "Things They Said Today,", um documentário lançado em 2000 pela Miramax ; e de Richard Lester um pré- AHDN " The Running Jumping and Standing Still Film" , de 1960 , com Peter Sellers e Spike Milligan .

Fonte: Examiner